O meu relacionamento com Victor José Hohl,
ex-economista do Banco Central, é sempre tenso e cuidadoso. Primeiro por
reconhecer os riscos que o ex-economista do Banco Central assume ao me mostrar os
labirintos ardilosamente construídos pelo Grande Irmão Financeiro e seus
agentes.
A partir das dicas preciosas, que corajosamente
me entrega, meu trabalho é sustentar sua orientação com informações
disponíveis, confirmadas e não contestadas pelos agentes do Grande Irmão
Financeiro.
Acredite, como o Grande Irmão do livro
“1984” de George Orwell, eles estão sempre monitorando qualquer “livre pensar”
e, principalmente, “livre agir” que tentamos difundir aqui através da
Autoconsciência Financeira.
Porque através das redes sociais, dos blogs
e da coragem de alguns estudiosos, aos poucos perceberemos que caem uma a uma
as máscaras do Grande Irmão Financeiro. Nos confirmando no caminho da Autoconsciência
Financeira, que podemos estancar a sangria desatada e a brutal transferência de
renda que o sistema realiza em nossas contas bancárias.
Mas, por enquanto, somos obrigados a uma corrida
insana em busca da estabilidade financeira. Pois a maior parte de nossas
reservas nos escapam através de juros compostos, taxas e spreads bancários. Vítimas
(e algumas vezes cúmplices inocentes) do grande esquema financeiro que se
alimenta do nosso próprio dinheiro para nos impor spreads, juros sobre juros e tarifas
bancárias.
Entenda
a manipulação
Só após muito debate e troca de ideias tenho
a autorização de Victor José Hohl de traduzir suas orientações para você que me
lê e que, por uma questão de simples amostragem, deve muito provavelmente pertencer
à imensa maioria que tem os bolsos e as rendas violados sistematicamente pelos
agentes do Grande Irmão Financeiro.
![]() |
Stephen Kanitz |
Numa das nossas conversas, Victor José Hohl
me falou “siga a sabedoria do Stephen Kanitz”. Não precisou falar duas vezes.
Tive um contato rápido, num almoço, com
Stephen Kanitz há alguns anos. Ganhei dele o livro “Família acima de
tudo”, que ainda mantenho em minha biblioteca.
Pois bem, voltemos a Stephen Kanitz. No seu blog
aprendemos como funciona o “O Engodo do Multiplicador
Bancário”.
Com a clareza e simplicidade que o
caracterizam, apoiado num currículo de mestre em Administração de Empresas pela
Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São
Paulo, a gente aprende que os bancos emprestam 90% do dinheiro que nós, pobres
mortais, somos obrigados a confiar à sua guarda. Dinheiro de nosso salário,
poupança e renda dos empreendimentos que tocamos por conta e risco.
Com
a palavra Stephen Kanitz: “Você entregava o seu dinheiro, o caixa anotava numa
caderneta de depósito e colocava o seu dinheiro, junto com o dos demais
clientes, na Caixa Forte do Banco. Aí surgiu uma das grandes descobertas
econômicas da época. 90% do dinheiro depositado nunca saía do lugar. A grande
movimentação do retira e deposita se concentrava nos 10% de
cima do dinheiro.” E completa: “Isto foi visto na época como uma grande
oportunidade de lucro extra.”
As
conclusões de Stephen Kanitz são confirmadas por Victor José Hohl e por autores
como Alexandre Versignassi, no seu livro “Crash”, no capítulo 10, “A física
quântica do dinheiro”.
O
resumo é o seguinte, de acordo com Stephen Kanitz: “O banqueiro poderia
emprestar 90% do dinheiro e cobrar juros. Sem você perceber.”
É o
que transforma as nossas rendas em riquezas concentradas dos agentes do Grande
Irmão Financeiro. Que se valem de todos os artifícios para nos manipular e
manter nossa crença nas suas “expertises de bons cuidadores do nosso dinheiro.”
A
ponto de confiarmos neles nossas poupanças, financiamento dos nossos imóveis, aplicações
na Bolsa e, pasmem, nossas aposentadorias.
Stephen
Kanitz nos alerta com bastante ênfase, mas ainda é apenas uma voz no deserto,
que agora, a partir dos esforços de Victor José Hohl, tentamos ampliar com sua
ajuda, leitor ou leitora, correntista, aplicador ou investidor sistematicamente
enganado.
Fala
de novo Stephen Kanitz: “Um banco poderia emprestar assim, 10 vezes o que os
depositantes lhe confiaram. Óbvio, para este truque econômico funcionar é
preciso mentir, fugir com a ética, e correr um risco bancário enorme, se os
depositantes desconfiarem e passarem a retirar não 10% da grana, mas digamos
20% a 30%. Neste caso os Bancos não terão como pagar.”
E,
com a mesma coragem de Victor José Hohl, gritamos, em coro com Stephen Kanitz:
“Onde está a mentira?”
Está
no seu extrato, meu caro. No que lhe é mais sagrado como a garantia de
segurança de suas rendas. Como explica Stephen Kanitz, “quando você lê o seu
extrato bancário, dizendo que você tem R$ 3.300,00 depositado em sua conta
corrente, somente R$ 300,00 está de fato depositado”.
Sistematizou-se
o estelionato bancário, onde o seu dinheiro é roubado “temporariamente”, ao
longo dos anos, nas barbas dos governos que se tornaram cúmplices do Grande
Irmão Financeiro.
Como
explicam Stephen Kanitz e Victor José Hohl: dos seus R$ 3.300,00 depositados no
banco (qualquer banco), R$ 3 mil estão emprestados, a juros altíssimos (alavancados
pelo famoso spread bancário). Portanto, o saldo que o banco lhe envia é uma
mentira.
Por
isso, concordamos com Stephen Kanitz: “O correto seria pelo menos você receber
os juros do seu dinheiro emprestado, ou no máximo cobrar uma comissão, e não
contrário. Ainda pagar por um serviço bancário.”
Próximo post -- Serviços bancários, com
tarifas contra seus interesses, com spreads e lucros astronômicos, ganhos ao
surrupiarem nosso dinheiro e atrapalhando nossa independência financeira.
Assunto que cuidaremos no próximo post deste blog. Se os radares dos agentes do
Grande Irmão Financeiro não nos localizarem antes.

Nenhum comentário:
Postar um comentário