domingo, 15 de setembro de 2013

O Grande Irmão Financeiro manipula seu extrato bancário


O meu relacionamento com Victor José Hohl, ex-economista do Banco Central, é sempre tenso e cuidadoso. Primeiro por reconhecer os riscos que o ex-economista do Banco Central assume ao me mostrar os labirintos ardilosamente construídos pelo Grande Irmão Financeiro e seus agentes.
A partir das dicas preciosas, que corajosamente me entrega, meu trabalho é sustentar sua orientação com informações disponíveis, confirmadas e não contestadas pelos agentes do Grande Irmão Financeiro.
Acredite, como o Grande Irmão do livro “1984” de George Orwell, eles estão sempre monitorando qualquer “livre pensar” e, principalmente, “livre agir” que tentamos difundir aqui através da Autoconsciência Financeira.
Porque através das redes sociais, dos blogs e da coragem de alguns estudiosos, aos poucos perceberemos que caem uma a uma as máscaras do Grande Irmão Financeiro. Nos confirmando no caminho da Autoconsciência Financeira, que podemos estancar a sangria desatada e a brutal transferência de renda que o sistema realiza em nossas contas bancárias.
Mas, por enquanto, somos obrigados a uma corrida insana em busca da estabilidade financeira. Pois a maior parte de nossas reservas nos escapam através de juros compostos, taxas e spreads bancários. Vítimas (e algumas vezes cúmplices inocentes) do grande esquema financeiro que se alimenta do nosso próprio dinheiro para nos impor spreads, juros sobre juros e tarifas bancárias. 

Entenda a manipulação
Só após muito debate e troca de ideias tenho a autorização de Victor José Hohl de traduzir suas orientações para você que me lê e que, por uma questão de simples amostragem, deve muito provavelmente pertencer à imensa maioria que tem os bolsos e as rendas violados sistematicamente pelos agentes do Grande Irmão Financeiro.

Stephen Kanitz

Numa das nossas conversas, Victor José Hohl me falou “siga a sabedoria do Stephen Kanitz”. Não precisou falar duas vezes. Tive um contato rápido, num almoço, com  Stephen Kanitz há alguns anos. Ganhei dele o livro “Família acima de tudo”, que ainda mantenho em minha biblioteca.
Pois bem, voltemos a Stephen Kanitz. No seu blog aprendemos como  funciona o “O Engodo do Multiplicador Bancário”.
Com a clareza e simplicidade que o caracterizam, apoiado num currículo de mestre em Administração de Empresas pela Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo, a gente aprende que os bancos emprestam 90% do dinheiro que nós, pobres mortais, somos obrigados a confiar à sua guarda. Dinheiro de nosso salário, poupança e renda dos empreendimentos que tocamos por conta e risco.
Com a palavra Stephen Kanitz: “Você entregava o seu dinheiro, o caixa anotava numa caderneta de depósito e colocava o seu dinheiro, junto com o dos demais clientes, na Caixa Forte do Banco. Aí surgiu uma das grandes descobertas econômicas da época. 90% do dinheiro depositado nunca saía do lugar. A grande movimentação do retira e deposita se concentrava nos 10% de cima do dinheiro.” E completa: “Isto foi visto na época como uma grande oportunidade de lucro extra.”
As conclusões de Stephen Kanitz são confirmadas por Victor José Hohl e por autores como Alexandre Versignassi, no seu livro “Crash”, no capítulo 10, “A física quântica do dinheiro”.
O resumo é o seguinte, de acordo com Stephen Kanitz: “O banqueiro poderia emprestar 90% do dinheiro e cobrar juros. Sem você perceber.”
É o que transforma as nossas rendas em riquezas concentradas dos agentes do Grande Irmão Financeiro. Que se valem de todos os artifícios para nos manipular e manter nossa crença nas suas “expertises de bons cuidadores do nosso dinheiro.”
A ponto de confiarmos neles nossas poupanças, financiamento dos nossos imóveis, aplicações na Bolsa e, pasmem, nossas aposentadorias.
Stephen Kanitz nos alerta com bastante ênfase, mas ainda é apenas uma voz no deserto, que agora, a partir dos esforços de Victor José Hohl, tentamos ampliar com sua ajuda, leitor ou leitora, correntista, aplicador ou investidor sistematicamente enganado.
Fala de novo Stephen Kanitz: “Um banco poderia emprestar assim, 10 vezes o que os depositantes lhe confiaram. Óbvio, para este truque econômico funcionar é preciso mentir, fugir com a ética, e correr um risco bancário enorme, se os depositantes desconfiarem e passarem a retirar não 10% da grana, mas digamos 20% a 30%. Neste caso os Bancos não terão como pagar.”
E, com a mesma coragem de Victor José Hohl, gritamos, em coro com Stephen Kanitz: “Onde está a mentira?”
Está no seu extrato, meu caro. No que lhe é mais sagrado como a garantia de segurança de suas rendas. Como explica Stephen Kanitz, “quando você lê o seu extrato bancário, dizendo que você tem R$ 3.300,00 depositado em sua conta corrente, somente R$ 300,00 está de fato depositado”.
Sistematizou-se o estelionato bancário, onde o seu dinheiro é roubado “temporariamente”, ao longo dos anos, nas barbas dos governos que se tornaram cúmplices do Grande Irmão Financeiro.
Como explicam Stephen Kanitz e Victor José Hohl: dos seus R$ 3.300,00 depositados no banco (qualquer banco), R$ 3 mil estão emprestados, a juros altíssimos (alavancados pelo famoso spread bancário). Portanto, o saldo que o banco lhe envia é uma mentira.
Por isso, concordamos com Stephen Kanitz: “O correto seria pelo menos você receber os juros do seu dinheiro emprestado, ou no máximo cobrar uma comissão, e não contrário. Ainda pagar por um serviço bancário.”
Próximo post -- Serviços bancários, com tarifas contra seus interesses, com spreads e lucros astronômicos, ganhos ao surrupiarem nosso dinheiro e atrapalhando nossa independência financeira. Assunto que cuidaremos no próximo post deste blog. Se os radares dos agentes do Grande Irmão Financeiro não nos localizarem antes.

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